Segundo o comunicado da European Heat Pump Association (EHPA), as vendas de bombas de calor residenciais registaram um crescimento significativo no primeiro trimestre de 2026 em vários mercados europeus, refletindo o impacto da instabilidade energética e o aumento dos preços dos combustíveis fósseis.
Este desempenho ocorre num contexto marcado pela subida dos preços do gás e do petróleo, agravada após o encerramento do Estreito de Ormuz, a 2 de março, que teve impacto direto no fornecimento energético global. Especialistas do setor apontam que, além dos regimes de apoio nacionais, o receio de insegurança energética e a volatilidade dos preços têm sido fatores determinantes para a adoção de soluções alternativas, sobretudo a partir de março.
A tendência, no entanto, não foi uniforme em todos os mercados. A Áustria registou uma quebra de 30% nas vendas, associada à ausência de incentivos governamentais, evidenciando o papel das políticas públicas na dinamização do setor.
Segundo Paul Kenny, diretor-geral da European Heat Pump Association (EHPA), os consumidores estão a reagir à instabilidade do mercado energético: “Se um serviço duplicar o preço e deixar de garantir o acesso, os consumidores procuram alternativas. As bombas de calor estão a afirmar-se como solução quando o gás e o petróleo apresentam preços e fornecimento instáveis”.
O responsável destaca ainda as medidas propostas pela Comissão Europeia no âmbito do plano para a crise energética, que incluem a redução do IVA, incentivos fiscais e mecanismos de apoio, como o leasing social para famílias com menores rendimentos. A associação sublinha a necessidade de uma implementação célere destas medidas por parte dos Estados-membros.




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