A Rede Nacional de Carregamento de Veículos Elétricos conectada à MOBI.E apresentou em março de 2026 resultados robustos, confirmando o crescimento da mobilidade elétrica em Portugal. Ao longo do mês, foram efetuados mais de 814.000 carregamentos, o que representa uma subida de 29% face a março de 2025. Neste período, recorreram à rede mais de 201.000 utilizadores, um número 86% superior ao registado no período homólogo.
A evolução da procura tem sido acompanhada pelo reforço da infraestrutura pública. No final de março, a rede contava com 7.693 postos de carregamento em todo o território nacional, o equivalente a 14.535 pontos de carregamento e 16.306 tomadas. A potência total instalada atingiu os 525.103 kW, estando 5,71% acima do valor exigido pelo regulamento AFIR.
A oferta disponível é também cada vez mais diversificada. Dos postos existentes, 2.987 oferecem carregamento rápido (postos com potências acima de 22kW e até 150 kW) ou ultrarrápido (postos com potências iguais ou superiores a 150 kW), o que representa já cerca de 39% da infraestrutura pública e contribui para reduzir de forma significativa os tempos de carregamento, melhorando a experiência de utilização.
Os indicadores operacionais confirmam igualmente o reforço da utilização da rede. Durante o mês de março, foram utilizados 7.258 postos de carregamento, mais 27% do que no mesmo período de 2025.
O impacto ambiental desta evolução voltou a ser expressivo. Só em março, a mobilidade elétrica permitiu evitar a emissão de 15.062 toneladas de CO₂, o equivalente à capacidade anual de retenção de carbono de cerca de 248 mil árvores urbanas com 10 anos. Este volume corresponde ainda às emissões anuais de aproximadamente 3.074 habitantes ou 1.230 famílias portuguesas, além de representar mais de 5,6 milhões de litros de gasóleo que deixaram de ser consumidos.



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