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Climatização | Opinião

O setor térmico está na primeira linha para resposta às novas necessidades e exigências energéticas dos edifícios

Nuno Roque, Diretor-Geral da APIRAC08/04/2026
A redução do consumo de energia, em consonância com o princípio da prioridade à eficiência energética e a utilização de energia proveniente de fontes renováveis no setor dos edifícios constituem medidas importantes necessárias para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a pobreza energética. Por ausência de regulamentação específica, os edifícios em Portugal não foram desenhados para suportar extremos térmicos. Melhorar o desempenho energético dos nossos edifícios é bom para o clima e é bom para os nossos cidadãos. Uma casa mais eficiente significa contas de energia mais baixas e melhor qualidade de vida.
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Sem as melhorias na eficiência energética ao longo dos últimos 20 anos, o consumo de energia da União Europeia (UE) seria hoje cerca de 27% superior. Apesar das vantagens inegáveis da eficiência energética e dos progressos alcançados, persistem vários desafios. Estes impedem o progresso no sentido do objetivo de eficiência energética para 2030, que consiste em reduzir o consumo final de energia em 11%.

Estão a ser desenvolvidas soluções tecnológicas para responder com a maior capacidade ao desafio extremamente exigente que se coloca ao Setor e às empresas. As bombas de calor oferecem simultaneamente capacidades de aquecimento e arrefecimento. Além disso, os sistemas de bombas de calor podem capturar o calor residual gerado durante o arrefecimento ou ventilação e reutilizá-lo para fins de aquecimento, incluindo aquecimento de espaços e fornecimento de água quente. Esta abordagem integrada permite a descarbonização total e reduz os custos de eletricidade devido à elevada eficiência energética destas tecnologias.

Do ponto de vista ambiental, as Bombas de Calor serão a forma mais económica e neutra para efeitos de aquecimento e arrefecimento, embora se apresentem ainda como investimento dispendioso para os consumidores. As bombas de calor constituem, assim, um forte argumento para que Portugal continue a apostar numa estratégia baseada em fontes de energia renovável rumo a uma economia neutra em carbono. Mas a este respeito, medidas intermitentes de apoio ao investimento para aquisição de equipamentos eficientes do ponto de vista energético não são impactantes.

Os termóstatos inteligentes tornam-se ainda mais sofisticados, integrando-se em sistemas de domótica e utilizando algoritmos de inteligência artificial para aprender as preferências dos ocupantes e ajustar as definições em conformidade. Podem monitorizar e gerir várias zonas, detetar a ocupação, otimizar as programações e até fornecer relatórios de utilização de energia.

As unidades de ar condicionado estão também a tornar-se mais elegantes e esteticamente mais agradáveis, integrando-se perfeitamente na arquitetura moderna. Os designs compactos e os materiais inovadores ajudam a minimizar o impacto físico e visual destes sistemas em casas e edifícios.

Assim, considera-se relevante enquadrar adicionalmente os seguintes aspetos no âmbito da revisão regulamentar:

  • Qualificação e certificação de instaladores, garantindo níveis adequados de competência técnica na conceção, instalação e manutenção dos sistemas AVAC, contribuindo para assegurar o desempenho previsto em projeto, mitigando situações de instalação e ou funcionamento inadequado;
  • Ações de sensibilização e informação dirigidas aos utilizadores, promovendo a compreensão do funcionamento dos sistemas, a necessidade da sua manutenção e utilização adequada e ainda a valorização da qualidade do ambiente interior, tudo fatores essenciais para a eficácia das soluções implementadas;
  • Incentivo à inovação tecnológica e digitalização dos sistemas, nomeadamente através da adoção e integração com SACE, potenciando melhorias contínuas de desempenho e eficiência energética;
  • Articulação com políticas públicas nas áreas da energia, saúde e sustentabilidade do edificado, assegurando coerência entre instrumentos regulamentares e estratégias nacionais de descarbonização, eficiência energética, promoção do bem-estar e resiliência do parque edificado;
  • Incentivar soluções tecnicamente evoluídas, designadamente sistemas de ventilação mecânica de duplo fluxo com recuperação de calor, que contribuam simultaneamente para a melhoria da qualidade do ambiente interior, redução do consumo e exigências energéticas e a adaptação progressiva do edificado às exigências ambientais futuras.

Mais informações em https://apirac.pt/

Nuno Roque, Diretor-Geral da APIRAC
Nuno Roque, Diretor-Geral da APIRAC.

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