O mundo está pronto para a era da inteligência artificial (IA). Este é o consenso entre mais de 11 mil pessoas inquiridas em todo o mundo para o Bosch Tech Compass deste ano.
De onde vem este ceticismo em relação à tecnologia na Alemanha? Dois resultados adicionais podem fornecer uma resposta: apenas 30% dos inquiridos afirmam que o sistema educativo os incentivou a desenvolver pensamento inovador, e apenas 23% consideram que a regulamentação do país promove com sucesso a inovação – colocando a Alemanha no fundo do ranking em ambos os aspetos.
“Os resultados do Bosch Tech Compass indicam que, na Alemanha, precisamos aumentar a aceitação das inovações pela sociedade, ” afirma Stefan Hartung, presidente do conselho de administração da Robert Bosch GmbH. “No entanto, para levar as inovações do laboratório de investigação para a prática, o quadro de políticas de inovação também deve ser adequado. Isto inclui medidas como benefícios fiscais para investimentos em tecnologias inovadoras, mais agilidade e menos burocracia. No geral, gostaria que, enquanto sociedade, tivéssemos mais coragem para assumir riscos. E se algo não resultar, não devemos encará-lo como um fracasso, mas como parte do processo de aprendizagem.
Tanja Rueckert, membro do conselho de administração e CDO da Robert Bosch GmbH, afirma: “estamos a assistir a um número crescente e rápido de soluções inovadoras de IA em todo o mundo, que não poderíamos sequer imaginar há apenas alguns anos. Não é, por isso, surpreendente que o número de pessoas em todo o mundo que consideram a IA como a tecnologia mais influente do nosso futuro tenha disparado de 41% para 70% em apenas três anos.”
Os padrões regionais mostram diferenças claras. Nos países ocidentais, as inovações para um estilo de vida sustentável têm um papel importante -particularmente na Alemanha, onde ocupam o primeiro lugar, com 52%. Nos EUA, ocupam o segundo lugar, com 40%. Em contraste, apenas 28% na China e na Índia priorizam a sustentabilidade neste contexto. Enquanto a tecnologia de saúde lidera na maioria dos países, o valor é comparativamente mais baixo na Índia (38%), onde as pessoas mostram grande interesse em ferramentas de aprendizagem e educação (34%) e assistentes pessoais de IA (32%). Entretanto, a China destaca-se pela forte procura por inovações em automação doméstica (37%), um valor significativamente superior ao de todas as outras nações inquiridas.
No entanto, os inquiridos também reconhecem um lado negativo: 34% classificam a IA acima de todas as outras tecnologias em termos de efeitos negativos na sociedade. Seguem-se os robôs humanoides e os veículos autónomos.
“Para nós, na Bosch, esta é uma missão clara: a inovação deve andar de mãos dadas com a responsabilidade. Por isso, é especialmente importante que introduzamos regras para uma IA confiável a nível mundial. Ao mesmo tempo, devem ser feitos esforços para evitar que o desenvolvimento e a utilização da IA sejam sufocados por uma regulamentação excessiva, ” afirma Rueckert.
As diferenças regionais, no entanto, são substanciais: na China, as capacidades de investigação são vistas como o motor de inovação mais importante (48%). Na Índia, pessoas qualificadas e instituições educativas destacam-se como a força principal (37%). Na Alemanha (37%) e nos EUA (41%), são as empresas competitivas que são consideradas o motor mais forte do progresso. No Brasil, a disponibilidade de recursos naturais desempenha um papel mais relevante (32%) do que na maioria dos outros países.
Sobre o estudo
Para o Bosch Tech Compass, a Gesellschaft für Innovative Marktforschung mbH (GIM) inquiriu mais de 11.000 pessoas com mais de 18 anos em sete países no outono de 2025. Na Alemanha, França e Reino Unido, participaram 1.000 pessoas por país; no Brasil, China, Índia e Estados Unidos, participaram 2.000 pessoas em cada país. A Bosch não foi mencionada como cliente em qualquer momento durante a realização da sondagem.
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