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Informação profissional do setor das instalações em Portugal

Quais os principais desafios e constrangimentos do setor AVAC em Portugal?

31/03/2025
Este é o mote para a discussão, em formato de mesa redonda, agendada para 10 de abril, às 11h15, no Auditório F&P Espaço Eficiência Energética no Pavilhão 4 da Tektónica. Nuno Roque e Luís Graça, oradores do evento organizado pel’O Instalador, notam algumas das medidas mais urgentes para ultrapassar estes desafios.
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À semelhança do evento organizado na edição de 2024 da Tektónica, em que a revista O Instalador organizou uma mesa redonda sobre o novo Regulamento F-Gas, este ano repetimos o formato no primeiro dia do evento, que decorre na FIL de 10 a 12 de abril, para debater os principais desafios e constrangimentos do setor AVAC em Portugal.

Nesta mesa redonda, iremos explorar as exigências legislativas europeias e nacionais que impactam o setor, analisando os desafios que os fabricantes e o mercado vão enfrentar em 2025. O que o setor pode esperar da regulamentação europeia e nacional? E quais os principais constrangimentos e oportunidades que o mercado vai enfrentar em 2025, além da escassez de mão de obra?

Durante 45 minutos iremos tentar responder a estas e outras questões com a ajuda de Nuno Roque, diretor-geral da APIRAC, Paulo Bessa, solutions manager da SGT Energia e Climatização, SA e Luís Graça, sócio gerente na Frostline, que destaca a formação, nomeadamente “a falta de mão de obra qualificada e não qualificada”, como um dos principais desafios que impactam o setor AVAC em Portugal. Mas não só. “Falta apoio às empresas do sector e falta unidade e sintonia dos ‘players’ do mercado AVAC&R, principalmente das organizações sectoriais e grupos de trabalho”.

Entre as medidas mais urgentes a tomar para ultrapassar estes desafios, Luís Graça destaca “uma legislação mais eficiente, menos burocrática e com planos alargados para uma adaptação gradual das empresas às alterações legislativas relacionadas com a descarbonização. Não há um planeta Europa, há um planeta Terra e, como tal, estes processos deveriam ser à escala global e não local”.

Nuno Roque nota o período em que vivemos, “de grandes transformações legislativas e regulamentares, motivadas por temas de fundo, como o impacto ambiental e a necessária descarbonização, a gestão eficiente dos recursos e o desempenho energético condizente com a sociedade evoluída que desejamos ser. Esta resposta tem de ser dada enquanto sociedade e, de modo mais micro, por diversos setores económicos, entre os quais o nosso. Os edifícios, que são compostos por diversos sistemas técnicos, e nomeadamente energéticos, representam 40% do consumo energético na União Europeia e são responsáveis 36% das emissões em CO2”. Por essa razão, “as empresas e os profissionais do nosso setor são convocados a entregar respostas que resolvam estes impactos e apontem soluções mais eficientes energeticamente, sem utilização de combustíveis fósseis”.

Quanto às medidas mais urgentes a serem tomadas para fazer face aos desafios, Nuno Roque indica que estão a ser desenvolvidas soluções tecnológicas “para responder com a maior capacidade ao desafio extremamente exigente que se coloca ao setor e às empresas, em particular. Do ponto de vista ambiental, as bombas de calor serão a forma mais económica e neutra para efeitos de aquecimento e arrefecimento, embora se apresentem ainda como um investimento dispendioso para os consumidores. Os decisores políticos têm de corrigir esta situação, comprometendo-se inequivocamente com as tecnologias das bombas de calor, criando condições económicas favoráveis para a solução de climatização mais limpa que existe”.

Como medida imediata, o responsável da APIRAC defende que “as políticas devem visar a redução do custo da eletricidade para aplicações residenciais, comerciais e industriais. Exige-se uma ação governamental concreta, que crie condições económicas mais favoráveis do que as existentes. Mas, no cenário real de concentração urbana existente, a rede de distribuição e a rede de fornecimento não estão preparadas para a implantação em massa de bombas de calor, pelo que se impõe, a par, uma descentralização da produção, aproximando a produção do local de consumo, mitigando as inadequações de infraestrutura da rede elétrica e reduzindo o custo da eletricidade para as aplicações referidas”.

Já a nível das oportunidades de crescimento no setor, Luís Graça nota que “é difícil de antever o futuro, que está incerto, inconstante e desafiador. As decisões políticas acabam sempre por afetar os projetos, é um problema da democracia que, não sendo o melhor sistema, é o mais justo que conhecemos. Haverá muita desilusão e muito sucesso. Vai depender muito de quem se preparou para os dias difíceis que, quer queiramos ou não, vão chegar”.

Para Nuno Roque, “o setor da refrigeração, ar condicionado e bombas de calor é incontornável e fundamental para o bem-estar da sociedade, mas 75 % dos edifícios da União Europeia ainda são ineficientes do ponto de vista energético. Por conseguinte, a redução do consumo de energia, em consonância com o princípio da prioridade à eficiência energética e a utilização de energia proveniente de fontes renováveis no setor dos edifícios constituem medidas importantes e necessárias para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a pobreza energética na União. O setor térmico está na primeira linha de resposta às necessidades e exigências. Neste contexto, a APIRAC irá, como tem sido o seu compromisso, apoiar os associados na transição para soluções mais ecológicas, assegurando que a sustentabilidade do setor da refrigeração e da climatização é tida em consideração na legislação e regulamentações relativas à energia”.

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