O hidrogénio já deu provas de ser uma alternativa aos combustíveis fósseis e, no mercado da construção, pode ser utilizado como fonte de energia limpa para a climatização dos espaços e aquecimento de águas, tanto em edifícios individuais, como em comunidades.
É o que já se verifica no Benelux com o projeto InnovaHub District, que usa o hidrogénio como recurso energético e cuja gestão é assegurada através de inteligência artificial, tornando o sistema de aquecimento/arrefecimento dos espaços e de calefação das águas mais eficiente e sustentável. Desta forma, o hidrogénio permite às autarquias, projetistas e indústria adaptarem-se às atuais exigências europeias em matéria de descarbonização.
Esta foi uma das principais conclusões do 3.°Congresso Internacional da Giacomini, que decorreu no dia 6 de fevereiro, no Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa. Dedicado aos 'Edifícios do Futuro', o evento contou com a participação de Jorge Bonito Santos, Presidente da Construção Pública E.P.E. em representação da Secretaria de Estado da Habitação, e de Miguel Amado, Vice-presidente do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, além de diversos especialistas nacionais e internacionais das áreas do planeamento urbanístico, ambiente, energia, arquitetura, engenharia, construção e climatização.
Para Vasco Silva, diretor-geral da Giacomini Portugal, “há soluções inovadoras já testadas com êxito noutros países europeus, como é o caso da Bélgica e dos Países Baixos, que podem ser facilmente replicadas em Portugal. O Hidrogénio verde é o futuro”, destacou.
Promovido pela Giacomini e a portuguesa Sanitop, o evento reuniu perto de duas centenas de profissionais de várias regiões do país, com conhecimento e experiência no mercado.
Já o diretor do departamento de edifícios e eficiência de recursos da ADENE – Agência para a Energia destacou a necessidade de “conversão do parque imobiliário” para “edifícios ZEB – Zero Emission Buildings”, ou seja, “descarbonizados e de elevada eficiência energética”. Rui Fragoso anunciou que, a partir de 1 de janeiro de 2028, a medida passa a ser obrigatória para a construção nova. O objetivo é reduzir, substancialmente, o consumo de energia na área da construção e torná-la neutra até 2050.
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