TÉCNICA 83 É imperativo que a intervenção seja planeada e preparada: I. Diligenciar as autorizações de trabalho necessárias (permissão de entrada, permissão para trabalho a fogo, etc.) que devem ser preenchidas e assinados pelos responsáveis designados antes da entrada de pessoas no espaço confinado; II. Designar a organização e estrutura de responsabilidades em todas as fases com responsáveis qualificados e experientes, que dirigirão e supervisionem a operação no local, ainda que a operação seja objeto de subcontratação; A garantia de viabilidade da missão assenta sobretudo na escolha dos trabalhadores, sua aptidão física e mental, formação, qualificações, experiência, idoneidade e competência que dispõe para implementar e observar as medidas de prevenção e proteção pré-estabelecidas. III. Designar um vigia com conhecimento dos riscos presentes a que os trabalhadores estão sujeitos, cuja função consiste em permanecer fora do espaço confinado, assegurando e controlando o aceso de acordo com o prescrito na autorização de trabalho, observando o trabalho, identifique os perigos e os riscos de potenciais incidentes e acidentes. É de sua responsabilidade manter contato com os trabalhadores no interior do espaço confinado, efetuar e contagem exata dos trabalhadores autorizados antes, durante e após a realização da atividade no espaço confinado. Perante uma situação de risco iminente cabe-lhe ordenar o abandono do espaço confinado, bem como acionar os meios de emergência, alerta, evacuação e socorro. IV. O modo operatório, especifica as instruções e medidas de segurança, como ventilação (ventiladores, exautores para fluxos de ar fresco) monitorização de níveis de oxigénio, gases tóxicos, explosivos, sinalização, equipamentos de proteção coletiva e individual necessários e adequados à natureza dos riscos e procedimentos de aviso e alerta em caso emergência e disponíveis e nível de prontidão. Por fim, assegurar que a informação transmitida é devidamente compreendida pelos intervenientes antes da intervenção; V. Assegurar que, no trabalho, o pessoal no espaço confinado tem competência e utiliza os dispositivos autónomos de proteção respiratória autónoma quando a análise de risco mostre que não é possível garantir uma atmosfera saudável durante toda a duração da operação; VI. Implementar o plano de emergência em caso de acidente. c) Medidas durante o trabalho em espaço confinado Antes da entrada de trabalhadores num espaço confinado deve ser: I. Delimitada e sinalizada a área do local correspondente à zona de intervenção acrescida da área dos diversos equipamentos e materiais; II. Registar-se as chegadas de energia e fluidos quando estes meios de registo são admissíveis a partir do exterior e garantir que esses registos são eficazes; III. Criar ventilação natural abrindo todos os pontos de acesso possíveis, tendo em conta que a sua abertura não gera, por si, outros riscos (por exemplo, risco de queda); IV. Limpar o interior do espaço confinado para remover qualquer produto ou material que tenha gerado ou crie a atmosfera interior perigosa, capaz de impedir o acesso de pessoal no espaço confinado ou de o expor a projeções. Uma intervenção num espaço confinado que não pôde ser previamente limpo pelo exterior requer um procedimento específico, adaptado à natureza dos poluentes que aí podem ser encontrados; V. Ventilar mecanicamente o espaço confinado durante, pelo menos, 20 minutos antes de entrar, insuflação inferior, exceto em casos excecionais justificados na avaliação de risco, de modo a garantir uma velocidade mínima de varrimento do espaço de 0,30 m/s como fluxo de ar fresco e não poluído. VI. É necessário garantir que a entrada de ar limpo para ventilação se encontra longe de qualquer fonte de poluição, em particular vapores e gases. Da mesma forma, o ar que sai do espaço confinado deve estar numa área segura que não represente qualquer perigo para as pessoas ou para os equipamentos; VII. Introduzir o controlador de atmosfera no recinto a partir do exterior e fazer várias medições, certificando-se de que toda a área é avaliada, e pode ser alcançada por sonda, pelo menos em três pontos de controlo. Ao realizar o controlo, é fundamental ter em conta não só o tempo de resposta do dete-
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