DOSSIER FRIO INDUSTRIAL 48 de congelados a -25°C: 10/12 mm; Câmaras de conservação de frescos a 0°C: 7/10 mm; Zonas climatizadas a temperatura positiva: 4 mm. A potência frigorífica é o parâmetro chave que se deve levar em consideração para a seleção destes componentes. Nos recintos grandes e médios é aconselhado colocar dois ou mais evaporadores, de forma a que, se existir uma avaria, não sejam perdidos os 100 % da potência frigorífica do espaço. Também devem ser selecionados evaporadores com dois ou mais ventiladores de forma a que, em caso de avaria, seja garantida a temperatura mínima do meio frio [3]. O alcance dos ventiladores é um outro fator a levar em consideração na sua seleção. Deve-se instalar os evaporadores de forma a que estes consigam cobrir toda a distância longitudinal, evitando as zonas mortas sem fluxo de ar. Caldeiraria Numa instalação a amoníaco do tipo inundado são usados vários recipientes para o adequado funcionamento da instalação. Os depósitos de líquido são elementos que recebem o líquido proveniente do condensador e o distribuem para o resto da instalação. São normalmente colocados na parte inferior do condensador, no interior de uma casa de máquinas ou no ambiente exterior ao lado dos condensadores, para que o líquido possa escoar por gravidade. O dimensionamento destes elementos é feito com base no volume dos diversos recipientes da instalação e no volume das tubagens. Considerando uma paragem programada da instalação, o depósito de líquido deve ter a capacidade de armazenar todo amoníaco no seu interior. Arrefecedores intermédios, são equipamentos que ficam instalados depois do depósito de líquido e antes do separador de líquido. Permitem melhorar o rendimento da instalação e têm um funcionamento muito semelhante aos separadores de líquido. Separadores de líquido são equipamentos que vão alimentar os evaporadores, dos vários dispositivos de produção de frio da instalação. A sua função é garantir uma separação física entre o fluido líquido, vindo dos depósitos acumuladores ou arrefecedores intermédios, dos evaporadores e do vapor que é encaminhado aos compressores. A mistura de líquido e do vapor proveniente dos evaporadores separa-se por ação gravítica ao entrar no separador. O líquido cai para a parte inferior do depósito, onde se junta ao líquido do depósito, para ser de novo posto em circulação pelos evaporadores e o vapor é encaminhado para a aspiração dos compressores. Este é um funcionamento dinâmico cujo nível de líquido depende do funcionamento da instalação, das quantidades mássicas que entram e que saem do separador. Numa situação de equilíbrio a quantidade mássica de vapor que é aspirada pelos compressores deve ser igual à quantidade mássica de líquido que entra no separador. No dimensionamento do separador deve ser tomada como referência, a existência de um nível de líquido mínimo para garantir o trabalho das bombas circuladoras e um espaço de vapor suficiente para a ocorrência da separação gravítica, quando numa situação de paragem, se pretender recolher todo o líquido ao separador. Estes pressupostos servem de base ao dimensionamento do depósito separador, cuja descrição detalhada vem referida no manual da referência [3]. Tubagens Para ligar os vários elementos da instalação frigorífica são normalmente usados tubos em aço estirado sem soldadura para aguentar as temperaturas extremas do amoníaco. O dimensionamento das tubagens da parte da alta pressão, desde a descarga dos compressores até à entrada do depósito separador de líquido, é feito com o uso das mesmas técnicas do sistema de expansão seca. A parte de alimentação e retorno aos evaporadores são usadas técnicas diferentes conforme as expostas no capítulo 9 do manual da referência [6]. Por exemplo, de acordo com o trabalho exposto em [7], uma instalação com 250 kW de potência frigorífica, leva um diâmetro de tubos de 133 mm, a ligar os evaporadores ao separador de líquido onde a evaporação é de -40°C. Neste caso a velocidade de escoamento é de 20 m/s e perda de carga é de 0,8 kPa/m. A mesma instalação leva um tubo na linha de líquido do separador ao evaporador com um diâmetro de 36 mm, para uma velocidade de escoamento de 0,8 m/s. n BIBLIOGRAFIA 1. Anunciada Santos, A. 2016. Frio no Setor Alimentar. Publindustria, Produção de Comunicação Lda (ISBN: 978 989 723 166 7); 2. Anunciada Santos, A. 2016. Refrigeração I – Manual de apoio ao ensino e a profissão -Fundamentos. Publindustria, Produção de Comunicação Lda (ISBN: 978 989 723 1742); 3. Vários autores, A. 2015. Fundamentos da refrigeración. Atecyr, Espanha (ISBN:987 84 95010 54 4). 4. Danfoss.2015. Two-Stage Ammonia Plant with Pump Separator and Hot Gas Defrosting System. 5. CoolProyect. Centrais frigoríficas: Características e funcionamento 6. Anunciada Santos, A. 2016 Refrigeração II – Manual de apoio ao ensino e a profissão -Complementos. Publindustria, Produção de Comunicação Lda (ISBN:978 989 723 176 6); 7. Danfoss. Manual de Industrial Refrigeration ammonia and CO2 applications. 8. Pecomark. Manual de centrais frigoríficas de parafuso.
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